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Circuito Elétrico é o conjunto de fios ligados ao mesmo dispositivo de proteção.
Na Instalação Elétrica Residencial encontramos dois tipos de circuitos: O de Distribuição e os Circuitos Terminais.



Circuito de Distribuição
  • Liga o quadro do medidor ao quadro de distribuição.

Circuito de Terminais
  • Saem do quadro de distribuição e alimentam diretamente lâmpadas, tomadas de uso geral e específico.
A instalação elétrica de uma residência deve ser dividida em circuitos terminais para facilitar a manutenção e reduzir a interferência. Esta divisão segue critérios seguidos pela NBR 5410.

A seguir alguns exemplos de Circuitos de Distribuição:


Circuito de Iluminação (Fase e Neutro) com disjuntores termomagnéticos.
Se a carcaça da luminária for de metal, ligar o fio terra a ela.


Circuito de Iluminação Externa (Fase e Neutro) com Disjuntor DR


Circuito de Tomadas de Uso Geral (Fase e Neutro) com Disjuntor DR


Circuito de Tomadas de Uso Específico (Fase e Neutro) com Disjuntor DR


Circuito de Tomadas de Uso Específico (Fase e Fase) com Disjuntor DR


Circuito de Tomada de Uso Específico (Fase e Neutro) com Interruptor DR


Circuito de Tomada de Uso Específico (Fase e Fase) com Interruptor DR




Existem três tipos de dispositivos de proteção para a instalação elétrica, são eles:




Disjuntor Termomagnético
Fornece proteção à fiação. Desliga automaticamente quando acontece um curto circuito ou uma sobrecarga. Eles possuem a mesma função que os fusíveis, mas este quando se queima é necessário a troca e os disjuntores basta religá-los.



Interruptor Diferencial Residual









Interruptor Diferencial Residual
É um interruptor acoplado a um dispositivo chamado de "Diferencial Residual". Portanto ele acumula duas funções, o de ligar e desligar um circuito manualmente e o diferencial que protege as pessoas contra choques elétricos diretos e indiretos.






Disjuntor Diferencial Residual
É constituído de um Disjuntor Termomagnético junto com o Diferencial Residual. Portanto acumula as duas funções, protege a fiação da sobrecarga e protege as pessoas de choques elétricos.




Contato direto: É o contato com partes com tensão, por exemplo um fio desencapado.
Contato indireto: É o contato com a parte metálica de um componente, normalmente sem tensão, mas que podem ficar energizada por falha na isolação, por exemplo a geladeira.


Quanto ao Número de Pólos

Disjuntor Termomagnético:

  • Monopolar, Bipolar e Tripolar.
  • São ligados somente à fase do circuito.
Interruptor Diferencial Residual
  • Bipolar e Tetrapolar
  • Devem ser ligados nele as fases e o neutro.
  • Deve ser utilizado junto com um disjuntor termomagnético.
Disjuntor Diferencial Residual
  • Bipolar e Tetrapolar
  • Devem ser ligados nele as fases e o neutro.

Nota: O dispositivo Diferencial Residual (DR) faz o cálculo da corrente que sai pela fase e retorna pelo neutro, se houver uma fuga de corrente de, no máximo, 30 mili ampères (30mA), ele interrompe o circuito, pois alguém poderá estar tomando choque. E por isso o neutro é ligado nele, que também não poderá ser aterrado depois do DR, pois haverá fuga de corrente e interrupção do circuito.


Padrão de entrada nada mais é do que o poste com isolador de roldana, a bengala, a caixa de medição e a haste de terra, que devem estar de acordo com as normas técnicas da concessionária.
Depois de instalado o padrão de entrada deve-se chamar a concessionária para fazer a inspeção.

Se tudo estiver de acordo com a norma, a concessionária irá instalar e ligar o medidor e o ramal de serviço.


Esta norma deve-se obter na agência local da companhia de eletricidade.
Depois que essa ligação estiver pronta a energia elétrica estará disponível para o uso.



Quadro de distribuição é o centro de distribuição de toda instalação elétrica de uma casa, nele se encontram os dispositivos de proteção.
O quadro recebe a energia do medidor através do circuito de distribuição e dele saem vários circuitos para alimentar lâmpadas, tomadas e aparelhos elétricos.
O quadro de distribuição deve estar localizado em lugar de fácil acesso e o mais próximo possível do medidor para evitar gastos com os fios mais grossos.
Os dispositivos de proteção disponíveis hoje são o disjuntor termomagnético (DTM), o disjuntor diferencial residual (DDR) e o interruptor diferencial residual (IDR). Falaremos mais detalhado sobre eles em outro artigo.

Cada concessionária de energia elétrica possui sua própria regulamentação para o fornecimento de energia elétrica. 
Falaremos aqui sobre as áreas de concessão da Light, mas quem quiser poderá acessar o site da concessionária de sua cidade e procurar pelas normas técnicas.




1. Para instalações com carga total de 8 KW, a entrada será monofásica.
2. Para instalações com cargas a partir de 8 KW até 15 KW, a entrada será polifásica.

As residências que forem classificadas na categoria monofásica, poderá solicitar instalação bifásica, desde que comprove a existência de equipamentos que operem a 220V.

O fornecimento de energia elétrica em baixa tensão nas áreas de concessão da Light, é feito em corrente alternada, na frequência de 60 hertz, nas tensões de 220/127, para áreas urbanas e 230/115, para áreas rurais.

Clique aqui para fazer o download das normas técnicas da Light.

Uma vez determinado o tipo de fornecimento de energia, pode-se determinar também o padrão de entrada.


O levantamento das potências é feito prevendo potências mínimas de iluminação e tomadas a serem instaladas. Além disso a previsão de carga deve obedecer às prescrições da NBR 5410, item 4.2.1.2.


Quem se interessar clique aqui para baixar a NBR 5410 afim de tirar todas as dúvidas.





1. Quantidade mínima de pontos de luz

  • Prever pelo menos um ponto de luz no teto, comandado por um interruptor de parede.
  • Arandelas no banheiro devem estar distantes, pelo menos, 60 cm do limite do box.

2. Potência mínima de iluminação
  • A carga da iluminação é feita em função da área do cômodo da residência.
  • Para área igual ou inferior a 6 m² => Mínimo de 100 VA.
  • Para área superior a 6 m² => Mínimo de 100 VA para os primeiros 6 m², e acrescentar 60 VA para cada amento de 4 m² metros inteiros.
A NBR 5410 não estabelece critérios para iluminação em áreas externas de residências, ficando a decisão por conta do projetista e do cliente.

3. Quantidade mínima de tomadas de uso geral (TUG's)
  • Cômodos ou dependências com área igual ou inferior a 6 m²  => No mínimo uma tomada.
  • Cômodos ou dependências com mais de 6 m² => Uma tomada para cada 5m e uma para a fração restante. Espaçadas tão uniformemente quanto possível.
  • Cozinhas e copas => Uma tomada para cada 3,5m e uma para a fração restante, independente da área.
  • Subsolos, varandas, garagens ou sótãos => Pelo menos uma tomada.
  • Banheiros => No mínimo uma tomada junto ao lavatório com uma distância mínima de 60 cm do box.
É recomendável prever uma quantidade maior de tomadas de uso geral, para evitar o uso de benjamis (tês), que desperdiçam energia além de comprometer a segurança da instalação.

4. Potência mínima para tomadas de uso geral.
  • Banheiros, cozinhas, copas, áreas de serviço, lavanderias e locais semelhantes. => Mínimo de 600 VA por tomada, até 3 tomadas e atribuir 100 VA para as excedentes.
  • Demais cômodos ou dependências => Mínimo de 100 VA por tomada.
5. Quantidade de tomadas de uso específico (TUE's)

  • A quantidade é definida de acordo com o número de aparelhos de utilização.
  • São destinadas a ligação de equipamentos fixos e estacionários, como chuveiro, torneira elétrica, secadora, etc.
Quando o termo "tomada" de uso específico é citado aqui, não necessariamente quer dizer que a ligação do equipamento será por meio de uma tomada. Em alguns casos a ligação poderá ser feita por ligação direta (emenda) de fios ou por uso de conectores.

6. Potência de tomadas de uso específico
  • Atribuir a potência do equipamento a ser alimentado

7. Levantamento da potência total
  • Para obter a potência total de uma instalação, será necessário calcular as potências ativas e somá-las.
  • Para a iluminação, deve-se multiplicar a potência calculada pelo fator de potência, que será 1,0.
  • Para as tomadas de uso geral o fator de potência será de 0,8.
  • Para as tomadas de uso específico não será necessário realizar este cálculo, pois o equipamento já vem mostrando a potência ativa (W).
A potência ativa total determina o tipo de fornecimento, a tensão de alimentação e o padrão de entrada.

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